10/12/15

“ O amor é assim …” – Capítulo 11

 Bom dia meus amores, ontem assim do nada consegui escrever mais um capítulo e assim fazer-vos uma surpresa e publicar hoje, é com satisfação que escrevo pois sei que vocês estão sempre desse lado a ler e a dar a vossa opinião.
Muito obrigada por cada palavra, pelas visitas, por tudo, vocês são fantásticas, as melhores leitoras que alguém pode ter.
 Espero que gostem do capítulo e que tenham uma excelente Quinta-feira.

                           

No último capítulo:
 Ficamos à espera que nos viessem chamar e passado um pouco foi o que aconteceu, levantamo-nos os três e caminhamos lentamente pelos corredores do hospital que aos meus olhos era cinzento e triste.
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Mãe (Sofia)
  Quando soube que a minha menina estava no hospital o meu coração disparou, fiquei sem chão, ela é a minha vida, é por ela que eu vivo.
Nunca gostei da relação dela com o Afonso, avisei-a tantas vezes que ele não era flor que se cheirasse e agora aqui está a prova que afinal eu sempre tive a minha razão.
 Mal o médico chegou à nossa beira o meu coração de mãe sabia que o estado da minha filha era grave.
  Agora o mais importante é que ela recupere e mostre ao mostro que lhe fez isto a força que tem e que não ele, nem ninguém que a vai deitar abaixo, sei que vêem aí tempos muito difíceis, mas de uma coisa tenho a certeza, ela nunca vai estar sozinha.
Fiquei muito feliz quando vi que o Rodrigo estava a voltar a ser amigo dela e sei que agora ele não a vai deixar, vai estar sempre do lado dela e todos juntos vamos ajuda-la a vencer esta etapa má da vida.
  Caminhei silenciosamente pelos corredores do hospital acompanhada pelo meu marido e pelo Rodrigo, só podíamos entrar um de cada vez no quarto da Margarida.
 Eu fui a primeira a entrar, eles os dois esperaram à porta do quarto, só tínhamos autorização para ficar cinco minutos cada pessoa.
  Quando entrei as lágrimas começaram a escorrer pela minha cara, nunca na minha vida pensei que ia ver a minha filha deitada numa cama de hospital a lutar pela sua própria vida, esta vai ser a maior batalha que ela vai ter de vencer.
  Aproximei-me da cama e sentei-me na cadeira que lá tinha, dei-lhe a mão e olhei para ela, parecia tão serena, pelo menos assim sei que não sente dor, nem quero pensar quando ela acordar e ver no filme de terror que se transformou a vida dela.
Levantei-me, fiz-lhe uma festinha na cara e desejei que tudo isto não passasse de um horrível pesadelo, mas não, isto é a vida real.
  Saí do quarto e fiquei na companhia do Rodrigo enquanto o meu marido entrou para ver a nossa menina.

Pai (Pedro)
  - Vais ficar boa princesa, eu acredito que me estás a ouvir, és uma guerreira e sei que vais ultrapassar isto, agora o pai vai indo, tens lá fora um rapaz muito preocupado contigo, estou a falar do Rodrigo, ele é um bom amigo.
   E amanhã quando voltar quero-te ver acordada e a sorrir para o pai, quem te fez isto vai pagar, mas primeiro quero ver-te bem.

- Já podes entrar Rodrigo.
- Muito obrigada, senhor Pedro.
- Não precisas de agradecer rapaz, nós é que o temos de fazer- Afirmou o pai.
- Eu gosto muito da vossa filha.
- Nós sabemos, precisas de boleia? – Perguntou a mãe.
- Não, eu depois vou de camioneta, a minha casa não fica longe daqui.
- Bem, tu é que sabes, sendo assim vamos andando.
- Até amanhã.

Rodrigo
 Entrei finalmente no quarto dela, só agora quando a vi tão quieta e vi que não senti-a dor é que o meu coração acalmou um pouco.
Sinto-me culpado por tudo que lhe aconteceu, eu devia ter evitado isto, se eu tivesse reagido de outra forma, talvez agora ela não estivesse a lutar pela vida.
 Eu vou estar aqui sempre do lado dela e vou ajuda-la a recuperar e prometo que nunca mais vou deixar o Afonso aproximar-se, ai dele que tente fazer-lhe mais mal.

- Tens de te meter boa, não gosto nada de te ver assim, és mais divertida quando te estás a rir e a fazer as tuas piadas, quero a minha Margarida de volta, a minha pequenina.
Se visses agora a figura que eu estou a fazer a falar para ti e tu aí sem me responderes aposto que já estavas a gozar comigo.
  Agora tenho de ir, eu e os teus pais prometemos à médica que não ficávamos aqui muito tempo, precisas de descansar, mas amanhã mal possa eu venho aqui pequenina.

 Saí do quarto e quando eu pensava que já não tinha ninguém à minha espera, fiquei surpreendido quando vi que os pais da Margarida não sei tinham ido embora.

- Pensava que já tinham ido embora.
- Decidimos ficar à tua espera e levar-te a casa, o dia para ti também foi longo. – Disse o pai.
- Muito obrigada, amanhã bem cedo tenho de ir prestar declarações à polícia.
- Nós também lá vamos, que achas de passarmos na tua casa e vamos todos juntos lá e depois vamos vê-la?
- É uma boa ideia, pode ser às 9h30 em minha casa?
- Sim fica assim combinado. – Afirmou a mãe, sorrindo para mim.

  Fomos calmamente até ao carro, entramos e a viagem fez-se em silêncio, estávamos demasiado tristes e sem ânimo para conversas.
Cheguei rapidamente a casa, agradeci pela boleia e entrei dentro de casa, amanhã é um novo dia e só espero que com um novo amanhecer venham boas notícias.

11 comentários:

  1. Estou a ser "gulosa", mas já estou a espera do próximo capitulo hehe!
    Que tenhas um ótimo dia :)

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  2. Abençoado dia, Catarina!!!!!! Beijos

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  3. Um belo texto que gostei de ler e fico à espera de continuação.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

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  4. Muito obrigado querida :d Já tenho imensas receitas pelo blog :P eheh

    Adorei. fico à espera do próximo :)

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    InstagramFacebook Oficial PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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  5. Adorei! Que o próximo capítulo chegue rapido eheh beijinhos

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  6. Será que amanhã ela já acorda? aiai, maldito Afonso

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